O que entra no custo de uma impressão 3D?
Um cálculo útil precisa separar o custo de produzir a peça do preço final de venda. O custo de produção começa pelo material, passa pelo consumo elétrico e inclui o desgaste do equipamento. Depois entram os custos comerciais e a margem desejada.
1. Filamento
Divida o preço da bobina pelo peso total e multiplique pelos gramas usados na peça. Uma bobina de R$100 com 1.000 g custa R$0,10 por grama; uma peça de 100 g consome R$10 de material.
2. Energia
Converta a potência média da impressora de watts para kW e multiplique pelo tempo de impressão e pelo preço do kWh. Use a potência média realista, não apenas a potência máxima da fonte.
3. Depreciação
A impressora também tem custo por hora. Distribuir o valor do equipamento pela vida útil estimada ajuda a reservar parte de cada venda para desgaste, manutenção e futura substituição.
4. Margem e custos finais
Depois do custo de produção, considere embalagem, impostos, taxas de marketplace, mão de obra e outras despesas aplicáveis ao seu negócio. Só então defina o preço final.
Exemplo prático
Imagine uma peça de 100 g, impressa em 5 horas, usando uma bobina de 1 kg que custou R$100. Se a impressora consumir em média 250 W, a energia custar R$0,90/kWh e a depreciação for R$1 por hora, o material custa R$10, a energia aproximadamente R$1,13 e a depreciação R$5. O custo de produção fica perto de R$16,13 antes de embalagem, impostos, taxas, mão de obra e margem.
Por que não calcular apenas o filamento?
Porque duas peças com o mesmo peso podem ocupar a impressora por tempos muito diferentes. Ignorar energia, horas de máquina e despesas comerciais pode fazer uma venda parecer lucrativa quando a margem real é pequena. O objetivo do cálculo é transformar esses custos em números visíveis antes de definir o preço.
Pare de refazer essas contas a cada peça
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